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Depois do silêncio, o assombro e o encantamento de “Valei-me!”

  • Lulih Rojanski
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura



Foram anos de quietude, mas Luciano Duarte está de volta à escrita e às publicações. O escritor ressurge com um novo livro, "Valei-me! Contos Insólitos", publicado pela Editora Minimalismos no final de 2024. A obra, gestada ao longo de oito anos, nasceu sem grandes pretensões, mas cresceu até se tornar inevitável. Agora, pronta para o mundo, carrega a marca de uma literatura que oscila entre o fantástico e o cotidiano, entre o espanto e a familiaridade.


Não foi a prosa que primeiro abriu caminho para Duarte. Em 2023, ao assumir sua identidade de escritor, ele via os contos como prioridade, mas o destino tinha outros planos: a poesia se antecipou com "Os grilos que do oitão me chamam", publicado pela Penalux (hoje Litteralux). Só depois a prosa encontrou seu espaço, consolidando-se neste livro de contos.


A edição da Minimalismos encantou o autor. A capa, em um tom sóbrio de marrom, traz a figura de um gato – sugestão cuidadosamente pensada por ele. Mas é o título que melhor traduz a essência da obra: "Valei-me!" ecoa o espanto presente nas histórias e resgata a oralidade de sua terra natal, no interior de Alagoas. Um grito de surpresa, medo ou admiração – tudo cabe ali, embalado pela herança de avós e pais. O ponto de exclamação não é um detalhe: é um convite.


Para tornar a experiência ainda mais especial, o livro conta com textos de orelha e prefácio assinados por duas vozes potentes: Liara Oliveira, escritora e amiga de longa data dos tempos de doutorado na UnB, e Valéria Sabrina, professora e especialista em ficção científica. Já a revisão ficou sob os olhos atentos de Nathielen Fernandes, garantindo que cada palavra brilhasse com precisão.


E, como guia para o leitor, um gigante: Guimarães Rosa empresta suas palavras à epígrafe do livro. Não por acaso – enquanto finalizava os contos, Duarte relia Grande Sertão: Veredas, e foi de Riobaldo que veio o convite perfeito para abrir esta jornada.


Agora, resta aguardar a recepção do público. O lançamento em Macapá acontece no dia 13 de abril, domingo, às 18h, no espaço do Comitê de Cultura do Amapá, com mediação da escritora Lara Utzig. O silêncio ficou para trás. A literatura, enfim, segue adiante.

 
 
 

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